Aprovar um planejamento digital é o momento em que o dentista assume a responsabilidade clínica pelo plano. Revisar com método evita retrabalho, refinamentos desnecessários e resultados diferentes do esperado. Este roteiro serve como ponto de partida e não substitui a sua formação clínica.
1. Comece pelo diagnóstico, não pelo setup
Antes de abrir o plano, revise a queixa principal, o exame clínico, as radiografias e as fotos. Se o diagnóstico estiver incompleto, o plano mais bonito na tela ainda será um plano para o problema errado.
2. Confira se a prescrição foi seguida
Compare o que você pediu com o que foi planejado: movimentos, dentes que não devem se mover, limites de expansão e a finalização desejada.
3. Avalie a quantidade e a sequência dos movimentos
- Os movimentos programados são viáveis para o caso?
- A sequência respeita as etapas que você considera necessárias?
- Há movimentos simultâneos que merecem atenção?
4. Revise os acessórios e o desgaste interproximal
Verifique a posição e a necessidade dos attachments, a quantidade e a localização do desgaste interproximal planejado, e se ele é compatível com o espaço disponível e com a saúde periodontal do paciente.
5. Compare a finalização com a oclusão
Observe a mordida final, as relações entre os dentes e a estética do sorriso, e não só o alinhamento. Peça ajustes se a finalização não for a que você buscava.
6. Registre suas decisões
Anote o que foi solicitado, o que foi alterado e por quê. Esse histórico ajuda nos refinamentos e na comunicação com o paciente.
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